Fiscalização recorde mira mercado ilegal
O reforço regulatório veio acompanhado de uma ofensiva sem precedentes contra o mercado ilegal.
Em cooperação com a Anatel e órgãos de fiscalização financeira, o governo bloqueou mais de 25 mil sites de apostas considerados irregulares, abriu mais de uma centena de processos administrativos contra operadoras e identificou milhares de contas bancárias suspeitas ligadas a transações com bets não autorizadas.
Também houve foco na responsabilização de influenciadores e perfis de redes sociais que promoviam casas sem licença, com centenas de conteúdos removidos e perfis notificados por publicidade irregular.
Nova carga tributária e regras para o apostador
No campo tributário, 2026 começou com novas regras em vigor.
A Lei Complementar 224/2025 elevou a carga tributária sobre as casas de apostas, restringiu benefícios fiscais e apertou o cerco a operações fora do marco regulatório, enquanto orientações práticas sobre o Imposto de Renda de pessoas físicas consolidaram o modelo de tributação exclusiva de 15% na fonte sobre o ganho líquido obtido em apostas online regulamentadas.
Guias voltados ao público leigo passaram a explicar como declarar lucros e saldos mantidos em contas de apostas, em um esforço para reduzir a informalidade e evitar problemas com a Receita Federal.
Mercado legal cresce e fica mais seletivo
Ao mesmo tempo, o mercado legalizado se expandiu e se diversificou. Listas oficiais e reportagens especializadas indicam que cerca de 180 a 190 plataformas entre casas de apostas esportivas e cassinos online já operam com autorização federal, seguindo exigências como sede no Brasil, pagamento de outorga milionária e adoção de ferramentas de jogo responsável, incluindo limites de depósito, mecanismos de autoexclusão e controles de idade.
Grandes portais de notícias, esportes e economia passaram a publicar rankings de sites licenciados, guias de “melhores cassinos” e análises de novos operadores, refletindo um ambiente mais concentrado em marcas que se adaptaram ao marco regulatório.
Preferências do jogador e novos desafios para 2026
No front do consumidor, janeiro também foi marcado por forte presença de conteúdos sobre produtos e ofertas, com destaque para jogos populares como Fortune Tiger, Aviator, Plinko e outros títulos de crash game, além de comparativos de bônus, cashback e promoções permitidas dentro das novas regras de publicidade e incentivos.
Ao mesmo tempo, análises de especialistas apontaram os principais desafios do setor para 2026: amadurecer políticas de jogo responsável, ampliar o uso de tecnologias como inteligência artificial para detecção de comportamento de risco e integridade esportiva, e seguir combatendo o mercado clandestino sem sufocar a competitividade das operadoras regulamentadas.
Brasil entra em fase de consolidação do setor
Com regulação consolidada, fiscalização mais ativa e um número crescente de operadores licenciados, o Brasil entra em 2026 como um dos maiores mercados regulados de apostas do mundo, em uma fase menos de “corrida do ouro” e mais de consolidação, profissionalização e disputa por confiança entre casas, regulador e apostadores.